CÓDIGO CIVIL
Lei Nº 10.406, de 10 de Janeiro de 2002.
Artigo 1713
Os valores mobiliários, destinados aos fins previstos no artigo antecedente, não poderão exceder o valor do prédio instituído em bem de família, à época de sua instituição.
§ 1º Deverão os valores mobiliários ser devidamente individualizados no instrumento de instituição do bem de família.

§ 2º Se se tratar de títulos nominativos, a sua instituição como bem de família deverá constar dos respectivos livros de registro.

§ 3º O instituidor poderá determinar que a administração dos valores mobiliários seja confiada a instituição financeira, bem como disciplinar a forma de pagamento da respectiva renda aos beneficiários, caso em que a responsabilidade dos administradores obedecerá às regras do contrato de depósito.


 
 
 
Resumo Jurídico

Procuração: O Poder da Representação

O artigo em questão trata da procuração, um instrumento jurídico fundamental que confere a uma pessoa (o procurador) o poder de agir em nome de outra (o outorgante). Em termos simples, é como dar uma "chave" para que alguém possa realizar negócios, assinar documentos ou tomar decisões em seu lugar.

Pontos Essenciais:

  • Instrumento Público ou Particular: A procuração pode ser feita de duas formas:

    • Pública: Elaborada em cartório, com a presença do tabelião. Essa modalidade é mais segura e, em alguns casos, obrigatória por lei (por exemplo, para a venda de imóveis).
    • Particular: Redigida diretamente pelo outorgante, podendo ser assinada por ele e duas testemunhas. É mais simples e rápida, mas pode ser questionada em certas situações.
  • Forma da Procuração: A lei estabelece que a procuração deve ser feita na mesma forma que o ato que o procurador irá praticar. Isso significa que, se você precisa que alguém assine um contrato que exige escritura pública, a procuração para essa finalidade também deverá ser pública. Da mesma forma, se um ato pode ser feito por instrumento particular, a procuração pode ser particular.

  • Prazo: Salvo disposição em contrário, as procurações não têm prazo de validade determinado. No entanto, é sempre recomendável estipular um prazo para maior segurança e clareza.

  • Revogação: O outorgante tem o direito de revogar a procuração a qualquer momento, ou seja, pode "retirar" o poder que concedeu. O procurador também pode renunciar ao mandato.

Em resumo, a procuração é uma ferramenta essencial para a prática de atos jurídicos quando o outorgante não pode ou não deseja fazê-lo pessoalmente. É importante que seja elaborada com clareza, especificando os poderes concedidos, e que a forma utilizada (pública ou particular) esteja adequada à natureza do ato a ser praticado.